Pensar e Olhar Amor e Relacionamentos


06/10/2005


Fidelidade, sem isso não existe uma relação

Fidelidade não é somente um conceito, uma idéia central em qualquer relacionamento. Mas ele não está ligado somente ao fato de não trair, está principalmente conectado a idéia de sinceridade. Em nossa sociedade temos a tendência à monogamia – relacionamentos a 2 – a traição seria quando uma das partes que compõe a relação busca uma 3ª ...4ª, 5ª, 6ª.. pessoa, quer dizer.. nem é traição, já virou falta de vergonha.

Ser fiel, não significa andar de cabresto – é aquele pedaço de couro que faz um cavalo olhar só para onde o condutor puxa – não somos cavalos, nem tampouco podemos não olhar à nossa volta, mas, o que podemos, é ter em mente que uma relação é uma atitude de confiança, de criar uma visão saudável de si mesmo e da outra pessoa. Ser fiel não significa ser “castrado”, de não achar outras pessoas bonitas e até atraentes, ser fiel significa respeitar e não agir como um cavalo no cio, justamente para não ter de ser tratado como um

Fidelidade é algo que surge no amadurecimento, pessoal, não é algo que está conectado somente ao lado amoroso, mas a nossa filosofia de vida. Se passa pela sua cabeça que ter o maior número de parceiros está de acordo com sua filosofia de vida, deixe isso claro com quem se envolve e aja de acordo com sua consciência, seja fiel a ela, porém, também assuma as conseqüências de seus atos e aqui se inclui assumir as causas de sua solidão.

Fidelidade não é coleira, não tem nada haver como animais, aliás, animais são treinados para serem obedientes, mesmo sem coleira. Ser fiel não precisa de algo agarrando o pescoço, está na fibra do ser humano, está em seu coração, se é para ser infiel, faça um favor a todos, deixe claro que você não será de uma só pessoa, saiba que isso não o diminuiu, pois é preciso muita nobreza para deixar claro para alguém, que você o respeita tão intensamente como ser humano, que é capaz de dizer a ele como é, e o que espera de ambos na relação.

O importante é ser fiel a si mesmo em primeira instância, ser fiel aos seus sentimentos, ser fiel aos seus desejos e sonhos, saber pesar o que é importante e o que lhe faz falta. Sim! Devemos ser fiéis ao que nos faz falta, pois a única pessoa que pode saber o que nos deixa vazios, é nosso próprio coração. E se você sente tão vazio que tem vontade de sair com outras pessoas, de desejar sentir outro calor te aquecer, faça isso, mas seja fiel a si mesmo e deixe a outra relação terminar, saia dela, se liberte, pois fidelidade não é prisão é liberdade, quem é fiel a si mesmo é livre para decidir sua vida.

Portanto, fidelidade não é coleira, nem tampouco cabresto, fidelidade é acreditar no ser humano, é acreditar em si mesmo, é respeitar-se profundamente, abrir-se para as possibilidades de viver a vida com intenso prazer, mas sem se transformar num cavalo louco, pois o garanhão dia-a-dia vira pangaré e fica pastando, reclamando das merdas que fez – claro quando podia fazer, quando podia ter sido gente!

Escrito por Alprim às 00h05
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12/09/2005


Por que as mulheres (e os homens) se envolvem com homens (mulheres) canalhas?

Você está lá num canto, crendo ser a única pessoa sem um relacionamento decente no mundo, nisso uma pessoa te olha de longe, você sente um calafrio, ele vem para perto de você, você acha que a sorte finalmente lhe sorriu, que apesar de se sentir feia (o), para baixo e tendo deixado a auto-estima guardada na geladeira – para não estragar – você aceita que pode ser “a pessoa”.

Ela lhe deixa encantada, não fala quase nada de si mesma, mas quem se importa ela te ouve, ri de suas palavras (ou será que ri de você?), não fala sobre nada de si, nem quem é, nem de sua família, embora você já tenha contado tudo sobre o cachorrinho que tinha na infância. Além do que, quando você menos espera, já estão marcando para se ver no dia seguinte.

Você começa a desconfiar – é natural –, não sabe quase nada sobre a vida daquele que lhe faz feliz, mas quase que num passo de bolero (ou seria tango?) a pergunta fica no ar sem resposta, pois foi desviada para um beijo ou quem sabe para uma risada desconcertante, que veio na esteira de um comentário de como a sua beleza deixa-o (a) sem ação. Quando, sem querer, pega a pessoa falando com outras pessoas no celular, você não liga, afinal não é você que vai colocar desconfianças nessa coisa bonita que é o amor.

Apesar de você achar que está tudo certo, já teve quase certeza de ter sido chamada de outro nome – mas foi convencida que ouviu errado – na verdade acreditou, pois se lembra o que é não ter ninguém, e afinal, todo mundo erra o nome de alguém uma vez ou outra. Suas amizades se afastam ou foi você que se afastou delas, você não lembra, mas está feliz, é o amor... Está feliz...

Um dia você não sabe o que fazer, está em casa, ele teve que ir num Happy-Hour com os amigos, você resolve entrar na Internet, e finalmente pesquisar algo sobre ele, afinal depois de 2 meses é hora de saber algo mais do que o 1º nome e o número do celular. Você descobre que ele tem um perfil no Orkut e .... milhares de recados de dezenas de mulheres... Também descobre que até tem recados de gente que ele encontrou nos sites de encontros, e as datas são desde que estão juntos... Desculpe, mas você encontrou um (a) canalha!

Esse é um tema recorrente, mulher ou homem encontra um tipo “canalha” e se apaixona e quando percebe está no meio de mentiras, sendo mais um na história, alguém que ou é um número ou na verdade foi usado num momento de carência emocional.

O porque isso aconteceu é algo que pouca gente gosta de ouvir e ainda mais de aceitar, foi permitido, na verdade a vítima deu todas as chances de ser enganada, até existem exceções – mas muito raras para contabilizar. Os canalhas são profissionais, tanto homens, quanto mulheres, criam mentiras, enganações, e são especialistas em seduzir, sabem onde tocar, o que fazer e como ludibriar as incômodas perguntas que derrubariam o castelo de cartas.

Eles surgem nos momentos de fraqueza, de baixa-estima, de fim de relacionamento e se você pensa que “sempre” se envolveu com esse tipo, pode ser necessário buscar terapia, pois está deixando sua vida ser dominada por um tipo de ser que só serve como um vampiro de emoções, alguém especializado em viver de mentira em mentira.

Para se defender desse tipo, em 90% dos casos, basta ouvir a intuição e o desconfiômetro, os pequenos sinais e erros, o canalha pode ser pego quando você quer saber mais da vida dele, do que faz para viver, de sua família entre outras pequenas perguntas. Mas o que é realmente importante, é se amar, se gostar mais do que do outro, não se deixar de lado, nem tampouco deixar sua vida em prol de alguém, pois o canalha isola sua vítima de possíveis avisos.

E adote como regra a sinceridade, fale o que pensa, aja como pensa e deixe suas idéias claras, isso afasta quem vive da mentira e atrai o que age da mesma forma, quem sabe assim os canalhas entrem para lista de animais em extinção.

Escrito por Alprim às 02h29
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08/09/2005


O que os homens querem? Mulher Perfeita?

Uma amiga reclamou, dizendo que os homens desejam uma mulher multiuso e que ainda esteja inteira depois de ter filhos, sem barriguinha – nada de gordura localizada ou estria – bem disposta e saudável, maravilhosas como um robô que acabou de sair da linha de montagem.

Os "homens", entre aspas pois é mesma coisa que eu dizer que todas as mulheres são iguais, um absurdo, toda generalidade carrega em si sua negação. Mas vamos lá: mulher multiuso, para homens multiuso, pois homem de verdade também é multiuso, faz filho e cria, se mata de sol a sol pra dar o melhor para a família, paga as contas, recusa o futebol de sábado pra levar a mulher na sogra – não que ele goste disso, mas faz –, e quando está de mal-humor, diz a ela q não é nada, para não preocupar a mulher com o rombo no cheque especial, afinal nada paga o sorriso que  ela deu quando ganhou aquele presente inesperado.

Quanto a ter estrias, ficar gorda, barriguda, desculpem mas pertenço a uma linha de pensamento que gosta de mulheres normais, sei que as modelos capa de revista são esqueléticas e maravilhosas (fruto de muita computação gráfica e de dietas mirabolantes), mas não são felizes e ainda tem problemas sérios de auto-imagem – afinal quem vai ficar contente comendo uma fatia de torrada por dia!?! –, por isso prefiro as reais.

Porém, quando  uma pessoa por desleixo, por não gostar de si mesma (homem ou mulher), por não se amar – pois nenhum amor de outra pessoa, por maior que seja, pode substituir ou ser melhor que o amor-próprio – deixa de lado a auto-estima e permite que seu corpo se deteriore, deve sinceramente repensar a vida que leva.

Pois quando  isso acontece, é uma mensagem da nossa mente e do corpo de que a vida que levamos não está boa o suficiente, o corpo é o 1º templo e nele que habitamos, como podemos deixá-lo sem cuidado (?). Não é enchê-lo de alguns litros de silicone, mas cuidar para que esteja limpo e bem cuidado, nada de pensar aqui no corpo de Barbie, estou falando de pessoas reais, de mulheres reais, com vidas de verdade, sem viagens de mídia ou de corpo esculpidos em granito e mármore, mas sim de mulheres q atraem homens pelo que são por dentro e por fora.

Dessa forma, se você  se sente mal, se perdeu a mão e ganhou uns quilinhos –  de verdade: 20 quilos acima do peso normal; não aquela história de "5 quilinhos" que  via de regra é neura e não algo real – é por que talvez não se ame mais. Mude sua vida, as pessoas com as quais tem contato e os homens que tem atraído para sua vida, mude tudo. E se por acaso esse aumento foi resultado de problemas de saúde, cuide-se, não por conta de fatores estéticos, mas por uma questão de saúde pessoal, afinal, você tem que se amar.

E antes que venham as pedradas, já namorei, fiquei e tive amizades coloridas com mulheres que estão muito longe do que é o padrão da mídia e posso dizer de todas elas, eram lindas por dentro e por fora, uma beleza real – que emanavam por serem as mulheres fantásticas que são –, por isso tenho imenso carinho por todas, não só as amei, mas ainda as amo por tê-las em minha vida.

Se você quer ser linda, tem que aprender a se deixar admirar pela pessoa que a ama e se amar também, dessa maneira você encontrará pessoas fantásticas e àquelas que não conseguem ver isso, essas você deixa pela vida, para viverem sós, na superfície, deixando a beleza da profundidade para os que sabem admirar.

Escrito por Alprim às 01h49
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O que os homens querem? A Mãe ou a Puta?

Sempre recebo e-mails de leitoras pedindo novos textos, e também faço parte de vários grupos de discussão na Net, em um deles li essa indagação e um monte de ataques aos “homens” – todos –  ressaltando como as “mulheres” – todas – sofrem por várias razões. Por isso resolvi colocar a questão e pensar sobre ela.

Todo homem diz que é difícil entender as mulheres porém será que o defeito é nelas ou neles? Não creio que não “entender” as mulheres, seja “defeito” no homem, ou ainda que as mulheres serem “complexas” – como se os homens também não fossem complexos: não falam o que pensam, não agem como falam e fazem coisas que não pensam – seja defeito também. Pois quem acredita que é fácil entender o ser humano nunca leu nada sobre o assunto.

Algumas mulheres reclamam que não sabem o que os homens querem. Que eles parecem desejar que elas sejam um tipo de “mãe” na vida em família e “putas” na cama. Contudo, se pensarmos nesses fatos como ao pé-da-letra, a maior parte das mulheres uma vez ou outra na vida sobrepôs a imagem do pai em seus namorados e maridos, fato comprovado por qualquer  terapeuta de qualquer linha e escola. Mas creio que aqui elas se referem a cuidar do homem – ser mãe – quanto a “ser puta”, creio que o significado esteja ligado a idéia de ser boa de cama.

Num relacionamento, por aquilo que entendo como relação – as pessoas estão ali para serem cuidadas e se cuidarem – numa atitude mútua, pois se for para ser ilha - individual – que fique sozinho, afinal para que ter uma relação se o foco é cada um por si, e se age assim e acredita que isso é o certo, faça um favor a si mesmo e procure terapia. Portanto, ser mãe, ou cuidar é premissa da relação, assim como, se entendermos por esse lado, ao homem cabe ser pai, e sendo sincero, quando ficamos com alguém é para sentir aconchego, apoio e crescer junto, é isso que torna uma relação especial.

Quanto à “ser puta”, creio que a referência à mulher-puta seja quanto à satisfação sexual plena, que  acredito ser uma das prioridades numa relação – para ambos. Prazer faz parte da relação, caso contrário é um relacionamento de fachada, ou de irmãos, e aí não é relação carnal, mas fraternal, muito linda, mas longe de ser a esperada numa vida comum de marido-mulher/namorados.

E se for no sentido de que uma puta é satisfazer o macho, tenho que confessar que não vejo nada de errado, pois creio o homem também deve ser puta (michê) e satisfazer a mulher-fêmea com quem está. Relacionamento não é algo no qual as pessoas se juntam para serem infelizes sexualmente, se você está numa relação assim, tenho uma novidade: amar alguém é dar realmente tudo de bom para ela, inclusive sexo de boa qualidade para ambos. Caso contrário não é relacionamento.

Os homens querem o mesmo que as mulheres, serem felizes e terem uma pessoa legal que se importe com eles, o problema é como eu disse antes, a maior parte deles  não falam o que pensam, não agem como falam e fazem coisas que não pensam. E os que agem de outras formas, esses são as exceções, mas talvez se tornem a regra se as mulheres – como sempre – mudarem as regras do jogo (essa é a hora em que eu dou uma piscada marota, do tipo – “essa é a verdadeira resposta”).

Escrito por Alprim às 01h47
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Ciúmes e Possessividade – Veneno e Destruição de uma relação

Ciúmes, sabe, aquela sensação de possuir alguém, de querer impedir que  seus pensamentos sigam rumos que não foram “determinados”. Parece uma idéia absurda e é! Num relacionamento, a sensação de que o outro nos pertence e de que podemos determinar como ele vai se relacionar com mundo a sua volta não existe, na prática não possuímos ninguém, não adianta. Por mais que desejemos impedir a pessoa amada de passar por situações de “risco” – a neura da traição – é sem efeito e só gera sofrimento e na maior parte das vezes afasta as pessoas em nossa volta.

Tem gente que fica que nem cachorro perdigueiro, você não pode cumprimentar sua mãe no telefone, que já ouve a pergunta sobre com que vagabunda(o) tá falando. E claro, você num ápice de satisfação irônica responde: Minha mãe!

O ciúme serve como tempero, dá um certo tom ao relacionamento, diz a outra pessoa que você quer ela para si, mas da mesma forma que numa comida, basta colocar tempero demais que estraga, Sem nenhum fica ruim, sem sal, sem graça, se colocar demais, ninguém come e joga-se fora. Contudo, na dose certa, é saudável e torna a comida (relação) deliciosa.

Porém, esse sentimento tende, em algumas pessoas, a se tornar possessão, que é fruto de uma profunda insegurança e insatisfação, um “complexo de traição” que termina por minar as relações, mesmo as que não são amorosas, pois a pessoa passa a acreditar que pode e deve proteger as pessoas e que se não fizer isso vai perdê-las, o que é um tiro-no-pé, pois é exatamente isso que acontece, ninguém, gosta de ser vigiado e de ter sua vida controlada por outra pessoa, a menos que seja alguém vivendo uma fantasia sado-masoquista.

Possessão é algo que corrói o espírito de uma relação que é baseada em confiança e sinceridade, se você não pode confiar no seu relacionamento, então esqueça isso que você chama de relação, pois nem chega perto de ser uma. Ninguém possui nada e nem ninguém. Se você é incapaz de entender isso está na hora de procurar uma nova maneira de ver o mundo e a vida – até com a ajuda de um bom psicanalista.

Porém se você vive com uma pessoa possessiva e ciumenta, mude de ares, saia debaixo dessa mão que sufoca, pois você tinha vida antes de conhecerem-se então deve continuar a tê-la mesmo enquanto tem uma relação. É errado abandonar as outras pessoas ou deixar que alguém controle o que você respira, com quem fala e o que faz. A vida pertence a cada um, não ao outro, sem vida própria não existe relação, só dor e sofrimento.

Querer não ser o traído da história e para isso tentar controlar a outra pessoa é errado, pois se a outra parte quiser trair, vai fazê-lo. O único jeito de evitar problemas numa relação é dando liberdade, mas deixando claro que não existe perdão, traiu, acabou. Quem ama deixa livre, é simples e direto. Agora, se quiser continuar com esse jogo maligno e sem futuro, nesse caso, se encha de ciúmes, pois vai precisar.

Escrito por Alprim às 01h45
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Beijo (para quem não sabe, não é como chupar tomate!).

Eu adoro beijar, é uma delícia, dá um calafrio, é como se você tivesse ligado em algo que não tem como explicar. O toque de uma boca é uma forma de contato que exige mais do que simples mexer os músculos e esticar a língua de forma a testar a profundidade da garganta da outra pessoa.

Um relacionamento pode acabar e começar num beijo, a pessoa é excelente, mas beija mal, tudo bem, seja amigo, mas querer namorar uma pessoa que beija mal, não dá, ninguém merece. Claro que pode tentar ensinar, mas são raras as pessoas que aceitam que beijam mal, experimente pedir para alguém que tem o péssimo costume de morder toda a sua boca enquanto beija (complexo de canibal?) para ela guardar os dentes para quando morder um pedaço de picanha e você vai ouvir um sonoro “quê?” – é horrível conheço relatos pavorosos desse tipo de “evento”, com a pessoa indignada soltando o verbo, pois se achava o próprio “deus(a) do beijo”. Pode tentar, mas a chance da relação acabar ali é alta, como eu disse, um beijo pode começar ou terminar um relacionamento

Ainda existem àqueles com complexo de médico que usam a língua como forma de exame, pois a usam para passear por toda a boca sem parar, parece que a língua tem vida própria, simplesmente horrível. Se não sabe para que usar a língua, mantenha-a presa na sua boca e longe de outras pessoas.

Passa-me pela cabeça se essas pessoas treinaram o beijo enquanto comiam um tomate, primeiro davam uma mordida – para depois machucarem os lábios de uma desavisada(o) –e então com aquela língua alienígena passavam chupando o pobre fruto. Com certeza eu diria que foi um péssimo treinamento, até porque o tomate não teve chance de reclamar (se você for um tomate, ou foi usada(o) como um, deixe um comentário que eu publicarei).

Beijar mal ainda passa por aqueles que esquecem que barba também é para ser cortada, porque se você está com a barba por fazer, tirando o seleto grupo de mulheres que gostam de homens assim, grande parte quando está beijando não quer esfoliar a pele, quer beijar, o tratamento de beleza elas fazem noutro lugar, não na sua face.

Sem contar aqueles que grudam os lábios e ficam girando pra lá pra cá como  se fosse um relógio marcando as horas, sem usar nada além dos lábios. Monotonia mata uma relação, quanto mais um beijo. Bafo então nem se fala, balinha de hortelão entrega o problema, mas pelo menos é melhor do que ela sentir que você está treinando como figurante no novo filme de mortos-vivos.

Se você acredita que está numa outra fase, em que beijos mais longos e ofegantes podem ser usados, tudo bem, mas a questão da língua continua essencial e a respiração também, não é porque você é recordista mundial de mergulho que deve deixar a outra pessoa roxa, uma coisa é beijar, outra é sufocar.

Beijar é uma dança, tocar os lábios, sentir a pessoa, sentir o perfume, quando beijar, coloque a mão no corpo, toque o corpo da outra pessoa, passa a mão pela nuca dela, sinta seus músculos, mova sua cabeça suavemente. Deixe seus lábios roçarem nos lábios, dê leves fechadas, segurando com seus lábios os dela, ao colocar a língua, passe-a de leve, não enfie na boca dela com tudo, toque seus lábios, desça e então coma sua toque a língua dela, e quando você sentir que a respiração dela deu aquela parada – afinal você está próximo o bastante para sentir a respiração – afaste-se suave e rapidamente, mas não mais do que o necessário para olhá-la nos olhos, dessa forma o beijo será uma excelente lembrança para ambos.

Escrito por Alprim às 01h41
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Sexo devia vir com manual de instruções.

Entre as quatro paredes de um quarto geralmente dizemos que vale tudo. Não é bem assim, vale tudo quando o assunto é prazer, mas daí tem que saber o que se está fazendo. Sexo não é lugar para ter tabu, medo ou pior, frescura.

Ela pega olha para aquilo e fala: “Nisso eu não ponho a mão”, ou ainda; “A boca aí? Tá louco!”. Ninguém espera que as pessoas sejam totalmente liberadas em relação ao sexo, mas se chegou até ali, não é para ficar com regras enchendo a cabeça, é um momento na verdade, para mandar as regras irem para o inferno.

Os rapazes também devem aprender certas coisas básicas, ou pelo menos ler o manual de instruções antes de começar. Primeiramente se não for feito direito, machuca sim e estraga tudo que você possa ter conquistado até aquela noite. Portanto não esqueça que “aquilo” não é um saco sem fundo para você ficar cutucando, tampouco é um lugar para ficar tirando e colocando por horas a fio, pois uma hora “alguém” cansa.

Também não é para ter nojo de usar sua boca “lá”, afinal ela usou a dela no “seu”, portanto, retribua, e se tiver dúvida, chame para um banho a dois, e dê uma desculpa para você lavar tudo antes de começar, aliás, começar com um bom banho deveria ser uma regra e não uma exceção. E quando começar veja o que e como dá mais prazer, pergunte se for o caso e por favor, não usar os dentes a menos que seja pedido, pode parecer, mas aquilo no meio das pernas dela não é bala mastigável de morango.

E depois, nada de testar todas as posições possíveis do kama-sutra na primeira vez, até porque pode faltar o que fazer na próxima vez. Sejam naturais, seria inteligente ambos conversarem sobre o assunto, saber o que cada um gosta antes. Mas nada de questionário ou relatório, faça disso um jogo de excitar, perguntar não como médicos, mas com pequenas e saudáveis safadezas, um toque de malícia, isso ajuda o durante e melhora consideravelmente o depois. É para se empolgar com sexo, é para se fazer bem-feito, portanto estude antes, pratique e veja os resultados, mas nada de perguntar se foi bom, pois se teve que perguntar é porque é óbvio que não foi.

Escrito por Alprim às 01h35
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Os Homens e as Mulheres (ou o que eles pensam que são as mulheres)

Tenho muitas amigas mulheres, sempre digo que elas são essenciais para entender o universo masculino, porque elas falam o que os homens não assumem perante os outros machos da espécie. E que em grande parte dos casos, quando o assunto é o sexo feminino, os homens pisam feio no assunto

As mulheres passam por situações muitas vezes hilariantes, desde do “serial-kisser”, o cara que solta qualquer besteira só para poder beijar o maior número de mulheres entre o pôr e o nascer do sol, até o seu grande companheiro e amigo de todas as horas, o amigo-açougueiro. O amigo-açougueiro é um tipo interessante, é aquele que você chega e pergunta se uma garota (que é supostamente amiga dele) é bonita – está subentendido se além de uma carinha bonita ela teria cérebro –  e ele responde entre risos nervosos – “ela tem uma bunda gostosa” – na dúvida você repete a pergunta e ele responde rindo de novo que ela também tem uns bons peitos. O cara é um açougueiro só vê as mulheres divididas em partes: peito, bunda, coxas. O cérebro ele deixa pros outros, geralmente para aquele cara que acaba saindo com menina que ele estava afim.

Sem contar que você tem o tipo que adora levara mulher como troféu e solta entre amigos a pérola “os outros olham, mas quem cata sou eu” – claro que usou palavras que eu não colocaria aqui. Ele nem vê a mulher como objeto, mas como boneca inflável – desse tipo aconselho-a a deixar falando sozinho, afinal ele nem percebe quando fala de você ou da mesa da sala, talvez ele nem note que está falando sozinho.

Sinceridade seja feita. Existem outros tipos de homem, que são gentis, que lembram datas, que gostam de levar flores, mas estes, estão em pior situação, pois ao se colocarem como ideal metrossexual deixam de lado o fato de que uma mulher quer um homem, portanto alguém que não chore na novela das oito junto com ela, mas que quando ela chorar, a convença de que na verdade ela é linda e que nada mais importa.

Ser homem de verdade e conhecer as mulheres não é algo impossível – disse conhecer, portanto eu NÃO disse entender as mulheres – basta não querer ser o projeto de troglodita do século 21 e tampouco ser o heterossexual mais feminino da história da relação.

É complicado isso tudo, mas quem disse que ser feliz seria fácil?

Escrito por Alprim às 01h32
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O direito a felicidade no amor

Numa relação, ficamos junto por razões que escapam da esfera do amor. Podemos citar várias, mas normalmente é porque não acreditamos ser possível viver de outra forma. Mas isso é uma mentira, enfiada a golpes de dor e medo ao longo de nossa vida, por pessoas que não nos amaram, mas que se aproveitaram de nossa carência.

Mas isso pode mudar, pode dizer que não é bem assim, que existem muitos problemas, que embora pareça simples, existem coisas que os impedem, que ser feliz é para outros e não para si. Desculpe, mas isso só é verdade enquanto se acredita nessa baboseira. Acreditar que a felicidade não existe para si é algo tão estúpido que não existe outra maneira de dizê-lo: Você foi enganada(o)!

Se você viu a vida das pessoas à sua volta e se convenceu dessa “verdade”, está na hora de mudar. Viemos para esse mundo sermos felizes em nossos relacionamentos. Se duvidar, faça o seguinte. Monte uma lista do que precisa ser resolvido na sua vida emocional, item por item, veja o que de verdade você precisa, elimine de cara tudo que é fruto de ilusão. Bem confesso que essa é uma tênue linha, mas pode começar por riscar o “amor ideal”, e em seguida, tudo que se relaciona a ele, no fim vão sobrar pouco itens.

Em seguida comece a trabalhar para eliminar item por item, por mais difíceis que sejam, coloque-se para trabalhar a seu favor, pense que está ajudando um grande amigo, ou será que você quer viver na tristeza pelo resto da sua vida?

Se você já tem um relacionamento e ele está difícil, ou está presa em algo que deseja escapar ou melhorar, também tem direito a sua felicidade, infelizmente para àqueles que já tem um relacionamento desse tipo, é complicado mudar, pois geralmente essas relações chegam até um ponto no qual o desgaste se torna irreversível, isso porque, tendemos a deixar as pequenas coisas de lado, e quando vemos estamos imersos numa relação problemática, nesse caso, devo dizer que talvez a saída mais poderosa para criar felicidade seja a separação.

Pode parecer paradoxal, mas é melhor acabar as coisas antes que tenha de lidar com o ódio e com a destruição que uma relação morta produz. Quando a relação começa a apodrecer, você verá algo ruim em toda à parte e normalmente perderá uma grande quantidade de energia tentando escapar do pior, portanto, tome uma atitude desde o início e resolva com calma e terá chance maiores de encontrar alguém para fazê-la(o) feliz.

Ser feliz é um direito de quem ama, vem com o pacote, se você não está feliz, pode ter certeza que o que você chama de amor, deixou de existir, se tornou uma forma de vício que parece com amor, cheira como amor, mas é na verdade dependência emocional da pior espécie, algo que consome por dentro e às vezes nos faz fecharmos o coração de tal forma que nos tornamos quase impermeáveis para a energia do amor. Portanto, não deixe as coisas chegarem a esse ponto, ame e seja feliz desde já, caso contrário siga seu caminho, pois o amor pode estar ali adiante, depois da esquina, onde você não estava olhando.

Escrito por Alprim às 01h31
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Para amar também é preciso ter critérios.

Escrevi que amar é estar aberto, é não ficar preso ao ser “ideal”, viver o mundo real, com pessoas reais, porém, isso não significa que vamos pegar o 1º que surgir na nossa frente, declarar nosso amor, ou pior, se conformar com um relacionamento cruel ou que nos faça sentir horríveis, apenas porque devemos aceitar a “realidade”. Quando falo de amor, automaticamente excluo todas essas situações, que claramente, não são amor.

Se você quer encontrar alguém deve ficar longe dos “modelos ideais”, porém, não deve deixar de pensar o que realmente quer de uma relação e de uma pessoa ao seu lado, não o que você considera perfeito, mas o que tornaria uma pessoa real, especial para você.

Imaginar um ser com todas as qualidades que deseja, não deixa margem para você se maravilhar com as outras coisas que tornam uma pessoa especial, construir um personagem, peça por peça, de forma que seja um robô perfeito, uma forma humana que responda aos seus anseios de relacionamento é a forma mais fácil de ficar só, ou de ter uma relação que fracassará rapidamente.

Porém se pensar com pragmatismo – pragmático: concernente à ação e ao bom êxito de algo – você terá em suas mãos as chaves para sua felicidade e para encontrar alguém que valha chamar de amor. Tenha critérios sim, saiba que não dá para ficar com qualquer pessoa, até porque nem sempre nos damos bem com todos. Também devemos saber que para termos alguém ao nosso lado, talvez seja necessário realizar mudanças interiores.

Pense. Quantas vezes você acabou uma relação? Porque? Se “acabaram” a relação com você, porque isso aconteceu? As que duraram, porque duraram?

Não culpe os antigos namorados(as), perdoe as culpas, se não consegue deixar a culpa de lado, irá repetir infinitamente os mesmo erros no futuro, é como um motor com a engrenagem quebrada, vai quebrar sempre que chegar naquele ponto – o relacionamento – assuma o que fez, sem raiva, sem medo, sem rancor, sem ódio, somente veja o que a tornou a vítima da situação. E aceite que precisa mudar.

O mundo do amor, funciona por sintonia, você atrai para si conforme as mensagens que envia, se atrai pessoas que machucam seu coração, é porque as atrai, por mais que isso seja cruel, para mudar isso é hora de ser profundamente honesto e sair dos ambientes que freqüenta, sair da sua lista de amigos “de sempre”, sair das luzes que tem iluminado sua vida até hoje e procurar novos horizontes, novas formas de... Se amar.

O critério mais importante no amor, é se gostar. Você terá encontrado a pessoa para sua vida, quando souber que ela gosta de você como é, pois “aquela” pessoa pela qual você tem uma “queda” e não te vê, ou ainda que confessa que gostaria de você se muda-se “isso” ou “aquilo”, não é para você. Vá para o mundo e descubra sua felicidade, ela está em alguém só esperando que você se ame para poder encontrá-la.

Escrito por Alprim às 01h28
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Atitudes para amar! - Parte 2

Frustrações e Decepções: Muitas pessoas nos decepcionam como seres humanos, claro que esquecemos que nós próprios não somos perfeitos, mas apontar defeitos nos outros faz parte das defesas que criamos para evitar o amor, e aprender o que é  numa relação de verdade, e é o que realmente precisamos fazer.

As frustrações começam quando a idéia de uma cara-metade prevalece, a porcaria do “ser perfeito”. Que não fica doente, não tem mal-humor, que vive impecável 24 horas por dia, o que é óbvio, impossível. Saiba que amar é também aceitar.

 

Eu me amo e daí?!? Só quem se ama pode amar o outro, você tem que se gostar, se desejar, se cuidar, para então pensar em ter algo, pois caso contrário esse é um relacionamento que já começa errado. Não devemos nos abrir para o amor, querendo alguém que sirva de “muleta” para nossas frustrações. Se você tem amor próprio, naturalmente amará os outros, pois suas cobranças e expectativas já forma sanadas, daí você pode aceitar o próximo sem ficar encucando e com temores e medos infundados.

 

Se depois disso você irá encontrar o amor da sua vida, não posso garantir, mas talvez você tenha começado a caminhar pela trilha da Felicidade... Quem sabe?

Escrito por Alprim às 01h24
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Atitudes para amar! - Parte 1

No amor, no sexo e no casamento dizer que homens e mulheres querem a mesma coisa é tão absurdo quanto dizer que todos os homens querem as mesmas coisas das mulheres  e vice-versa. Às vezes temos essa impressão pelo tipo de pessoas que terminamos por atrair para nossas vidas.

Mas para atingir conquistar um relacionamento de verdade e ter uma pessoa que realmente queiramos do nosso lado, precisamos ter algumas atitudes básicas:

 

Coração Aberto: Precisamos nos abrir, ficar fechados para não se machucar ou para evitar dissabores, seja por insegurança, medo ou apenas porque um dia rejeitado ou traído é um erro tremendo, Guardar o amor, o torna amargo, azedo e podre. Um amor desse tipo, que só verá defeitos ao seu redor, rejeitará tudo que é doce e “cheira” a felicidade, pois teme que “aquilo seja mentira”. É um amor que se esconderá atrás de um muro de pedra, vivendo fantasias românticas, flertando,  colocando-se como “disponível”, mas é um amor que só satisfaz apenas suas ilusões, pois na primeira chance pulará fora, se dizendo decepcionada(o).

E se você não consegue quebrar essas barreiras, feche os olhos e se questione qual foi à última vez que se sentiu bem, ao chegar nesse ponto, aprenda que ele pode se repetir se você deixar que novas pessoas tragam isso para você. Tem uma pessoa maravilhosa ao seu lado e para receber amor é preciso dar, é mão dupla, troca de afeto, carinho e compreensão, portanto se abra.

 

O que você realmente quer? Amor existe e falando de pessoas reais e mundos reais, existem pessoas mais fantásticas do que sua “pessoa ideal” poderia ser. Pois esse ideal quase sempre foi criado para você justificar sua solidão.

O amor está a nossa volta e ao nosso alcance e não devemos correr atrás dele, mas sim nos tornar permeáveis a sua realização, isso significa, tirar os obstáculos que nos impedem de vivenciá-lo. Caso contrário você pode acabar se envolvendo com pessoas “erradas” inatingíveis, e que sempre farão você sofrer.

 

Amar é aceitar que existem conflitos: Você vai experimentar conflitos ao amar, é inevitável, o que você não pode é focar sua agressividade na relação, ou pior ainda, aceitar tudo com submissão, pois isso tornará a relação de ambos um processo de dependência emocional e de destruição que poderá levar a resultados desastrosos.

 

Para amar é preciso aprender a viver com as dificuldades de conviver com diferentes formas de agir, sentir, pensar e também amar – isso sem querer anular as diferenças – portanto sem fazer DR (Discutir a Relação – maiores dúvidas leia os textos anteriores). Pois forçar a pessoa amada a viver de acordo com nossos moldes é egoísmo, pois o que deseja nesse caso é uma brincadeira de bonecas entre adultos e não uma relação de verdade. Valorizar profundamente o amor é amar a pessoa por tudo que ela é, sem exceção.

Escrito por Alprim às 01h02
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07/09/2005


Ainda discutindo a DR...

Depois que publiquei o texto sobre DR – Discutir Relação – muitas pessoas concordaram comigo, contudo, outras ainda a defendem. Eu disse que a DR é um sinal de morte no relacionamento, não de uma morte que vai acontecer, mas que já aconteceu, se a DR nasceu é porque a relação já faleceu – Inês é morta (Conto de Inês Pereira – Lusíadas/Camões).

O que vai acontecer na Discussão da Relação é uma longa agonia, envenenando os canais pelos quais a relação poderia se restabelecer, embora refazer uma relação falida seja uma tarefa extremamente difícil –quase sempre, é melhor terminar como amigos e se respeitando, do que insistir e começar as cobranças que levarão ao ódio.

Para evitar que uma relação precise ser ressuscitada, é necessário começar certo – conversas francas e abertas, sinceridade 100%, sem julgamentos, sem hipocrisia, sem desejar moldar ninguém, aceitar outro com tudo que ele oferece.  Relacionamento perfeito só existe nas páginas dos contos (infantis?) das revistas femininas/masculinas – mas essas “atitudes” que citei anteriormente, criam uma sintonia que nos deixa abertos para achar pessoas que ajam e pensem de forma saudável, excluindo as que nos levam a DR.

Uma relação para ter futuro, pode precisar resolver algumas coisas, mas isso, antes de começar a relação. Depois que começou, surge um processo de ajuste, no qual as pessoas buscam entender e aceitar o outro (até certos limites). Um sentido de dever cria espaços a serem preenchidos, necessidades nascem, mas de acordo com o que cada um já traz para a relação.

Algumas pessoas crescem no relacionamento, pois suas qualidades são exigidas, mas também "nascem" defeitos – (defeitos para quem?) –, pois é natural certos aspectos só serem percebidos com a convivência. Mas acredite, já faziam parte do pacote. O erro da DR, é querer ficar só com uma das partes e o interessante: é querer ficar com as qualidade que a pessoa que faz a DR, QUER!

Pouco importa o restante do “pacote”, a DR vem livrar o universo do MAL(?!?).E mais, quem faz a DR quer que surjam as qualidades e que desapareçam os defeitos, traduzindo: Quer “meia-pessoa”.

Porém, o importante é o diálogo, repito em alto e bom som: D-I-Á-L-O-G-O. Esclarecendo: NÃO é discutir. Se você acha que estas palavras são a mesma coisa, está na hora de ler um bom dicionário, pois o que usa está envelhecido, ou pior, com páginas faltando. Ou ainda, é um viciado em DR se justificando.

A palavra "diálogo" origina-se do grego e é composta do prefixo dia (que significa movimento por meio de) e logos (palavra) é quando colocamos um movimento de crescimento e evolução interna, por meio da palavra. Já discutir, vem do latim discutìo, que é “deitar abaixo, quebrar, fender”, portanto quem discute uma relação, quer colocá-la abaixo, destruí-la e quem recorre ao diálogo, quer elevá-la, são posturas opostas, quem discute, NÃO dialoga. Até porque no diálogo, ambos estão abertos e prontos a entender, na discussão estão fechados para se defender.

Para não viver na infelicidade, devemos lutar sim, mas sabendo o que usar numa relação. Diálogo pressupõe que ambos estão sem lutar entre si, mas desejando algo melhor, e ao desejar esse novo sentido as pessoas se expõe, abrindo-se e não se fechando, não se destruindo, construindo na direção da felicidade, sem certos ou errados.

Como eu disse: Ainda fico com a Felicidade!!!

Escrito por Alprim às 15h34
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Não Discutam a Relação!

Nos últimos BLOG’s, notei vários questionamentos quanto a DRDiscutir Relação. Houve um período em que discuti meus relacionamentos. Às vezes por iniciativa minha – acredito profundamente no diálogo – e outras por iniciativa de quem estava comigo. Mas depois de pensar no que levava uma relação à falência, tive um insight e percebi que DR é o maior erro que uma relação pode cometer. Hoje eu me recuso a entrar em DR, não faço, não entro e mais, não dou chance, principalmente  se quero que a relação dê certo.

Não há nada na DR que resulte em algo produtivo. Uma relação sincera e aberta, com diálogo, não precisa ser discutida. DR é destrutivo, é movido pela mágoa, rancor e desejo de vingança. É guardar e contabilizar é piada, não relacionamento.

 Na DR, as partes já estão na defensiva, ambos fixaram suas posições e vão atirar contra as “posições inimigas”, chamem isso do que quiserem, é tudo, menos um relacionamento amoroso. Não dá em nada, uma parte se conforma e acha que ganhou, que vai “moldar” a relação para ela atingir o “seu nível” ideal, a outra enganou direitinho e vai fingir por 3 dias.

Há mulheres e homens – homem dá outro nome, mas também discute relação, sabe toda àquela conversa de “o problema sou eu” (na verdade é!), então, é DR masculina– que só conseguem viver quando destroem suas relações aos poucos é como uma coceirinha – DR – que só pára quando tira sangue – discute –, você deixa cicatrizar e coça de novo. È um vício, DR nada mais é que um vício. Quem faz vai sempre achar que está certo, mas só quem vive a outra ponta sabe o quanto na verdade DR é sofrimento, dor e confusão. Portanto, você não discute a relação, mas sim Destrói Relação, e a não ser que queria destruir seu relacionamento, siga outro rumo ou manda ver, faça DR agora mesmo. Mas não comigo, EU não faço isso, como disse antes, tive um insight, prefiro a Felicidade!

Escrito por Alprim às 15h24
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A Arte da Solidão

Hoje em dia, parece que vivemos a “arte” do desencontro e da solidão – as diferenças entre o que os homens querem e o que as mulheres desejam está criando não só pessoas infelizes, mas cronicamente ilhadas. De um lado a pressão para não ficar só –  versão contemporânea da tia (o) encalhada (o) – e da outra um monte de expectativas irrealizáveis, uma vida que só existe nas páginas das revistas femininas (quase angelical) ou masculinas (quase pornô).

Não existe um ser vivo – humano obviamente – que quando perguntando, não diga que quer viver intensamente um grande amor, mas claro, desde que  para isso ele/ela se encaixe na lista (desenrolando 3 metros de formulários a serem respondidos) que foi cuidadosamente elaborada ao longo da extensa pesquisa de anos (não contando os namoricos da escolinha) de vivência emocional, caso contrário, lá vai a fuga das 3 caixas de chocolate ou pior ainda, os antigos namorados(as) ainda disponíveis.

Como diz uma amiga minha: “Ninguém merece!”

Eu já disse que o amor nasce da sorte – uma união de ousadia com senso de oportunidade – portanto seja revolucionário, preencha sua vida com outras coisas, largue as expectativas e procure alguém de verdade não um personagem para encaixar no lado vazio da sua cama.

Escrito por Alprim às 15h20
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