
Fidelidade
não é somente um conceito, uma idéia central em qualquer relacionamento. Mas ele
não está ligado somente ao fato de não trair, está principalmente conectado a
idéia de sinceridade. Em nossa sociedade temos a tendência à monogamia –
relacionamentos a 2 – a traição seria quando uma das partes que compõe a relação
busca uma 3ª ...4ª, 5ª, 6ª.. pessoa, quer dizer.. nem é traição, já virou falta
de vergonha.
Ser
fiel, não significa andar de cabresto – é aquele pedaço de couro que faz um
cavalo olhar só para onde o condutor puxa – não somos cavalos, nem tampouco
podemos não olhar à nossa volta, mas, o que podemos, é ter em mente que uma
relação é uma atitude de confiança, de criar uma visão saudável de si mesmo e da
outra pessoa. Ser fiel não significa ser “castrado”, de não achar outras pessoas
bonitas e até atraentes, ser fiel significa respeitar e não agir como um cavalo
no cio, justamente para não ter de ser tratado como um Fidelidade é algo que
surge no amadurecimento, pessoal, não é algo que está conectado somente ao lado
amoroso, mas a nossa filosofia de vida. Se passa pela sua cabeça que ter o maior
número de parceiros está de acordo com sua filosofia de vida, deixe isso claro
com quem se envolve e aja de acordo com sua consciência, seja fiel a ela, porém,
também assuma as conseqüências de seus atos e aqui se inclui assumir as causas
de sua solidão. Fidelidade
não é coleira, não tem nada haver como animais, aliás, animais são treinados
para serem obedientes, mesmo sem coleira. Ser fiel não precisa de algo agarrando
o pescoço, está na fibra do ser humano, está em seu coração, se é para ser
infiel, faça um favor a todos, deixe claro que você não será de uma só pessoa,
saiba que isso não o diminuiu, pois é preciso muita nobreza para deixar claro
para alguém, que você o respeita tão intensamente como ser humano, que é capaz
de dizer a ele como é, e o que espera de ambos na relação. O
importante é ser fiel a si mesmo em primeira instância, ser fiel aos seus
sentimentos, ser fiel aos seus desejos e sonhos, saber pesar o que é importante
e o que lhe faz falta. Sim! Devemos ser fiéis ao que nos faz falta, pois a única
pessoa que pode saber o que nos deixa vazios, é nosso próprio coração. E se você
sente tão vazio que tem vontade de sair com outras pessoas, de desejar sentir
outro calor te aquecer, faça isso, mas seja fiel a si mesmo e deixe a outra
relação terminar, saia dela, se liberte, pois fidelidade não é prisão é
liberdade, quem é fiel a si mesmo é livre para decidir sua
vida. Portanto,
fidelidade não é coleira, nem tampouco cabresto, fidelidade é acreditar no ser
humano, é acreditar em si mesmo, é respeitar-se profundamente, abrir-se para as
possibilidades de viver a vida com intenso prazer, mas sem se transformar num
cavalo louco, pois o garanhão dia-a-dia vira pangaré e fica pastando, reclamando
das merdas que fez – claro quando podia fazer, quando podia ter sido
gente!
















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